quarta-feira, abril 15, 2009

Renascimento?

Uau! Cada dia ficando mais bissexto escrever nesse espaço.

Diferença entre esta e a última postagem: mais de um ano. Muita coisa mudou. Escrevo para anunciar que não matarei este blog. Ressussitar-lo-ei.

Num dos meus brilhantes (brilhante, eu?) momentos que reflexão, percebi que escrevo melhor do que falo. Taí! Contarei novamente ao mundo a maneira como percebo o mundo que me rodeia.

Para falar a verdade, senti falta daqui.

Trilha sonora do dia: Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band. O disco inteiro.

sexta-feira, março 07, 2008

Engraçado.

Ao ler este blog vejo que mudei pouca coisa. Ou não.
Dá vontade de rir quando vejo o que fazia ou pensava no passado. Ou seria vergonha?
continuo boba e supérflua até demais. Incapaz estreitar laços de amizade. Medo do que os outros vejam?


E ouçam Jeff Buckley.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

O fim de uma era.

Julho de 2000. Duas gurias de férias tiveram uma grande idéia. Meses (ou semanas, não me lembro) antes o voltaram a ter uma linha telefônica em casa. "Oba, podemos colocar internet em casa!" O plano foi concretizado, sem antes enfrentarem alguns percalços. Tipo, gastar uma tarde inteira pixando um extensão da sala para o quarto. Sem contar o perrengue para encontrar o pro vedor certo.

Isso nos tempos do velho ICQ. ICQ?? Alguém lembra dele???

27 de fevereiro de 2008.A última vez que usei internet discada! Adeus horas para abrir um página, adeus ao tempo enorme para atualizar o antivirus!

A partir de hoje, olá mundo digital!!!

E resolvi estrear em grande estilo. Finalmente, pude ver o Futebol Filosófico, feito pelo Monty Pyton e ouvir o especial do programa "Ronca Ronca", sobre Tim e Jeff Buckley. Aliás, era a trilha sonora enquanto eu criava este post.

Ai ai... Nada melhor do que ter internet à cabo!



Nada a ver com o texto, mas aqui vai o meu eterno agradecimento ao senhor John Lennon por ter composto "Help".

sexta-feira, outubro 13, 2006

Bonequinhos virados de cabeça para baixo

Nossa! Há séculos não escrevo aqui. O último post fiz na casa da Mari, após uma campanha de RPG e antes de ir embora. E muita coisa mudou desde aquela época.

Há dez anos atrás, na 7ª série, tive uma excelente professora de história. Jurema era o nome dela. Nem sei se ela ainda dá aulas na E.M. Barcelona, mas isso não vem ao caso.

Quando ela falava sobre revoluções, desenhava um bonequinho (daqueles de palito) de cabeça para baixo. Um simples bonequinho de cabeça para baixo. Um simples boneco, significando que as coisas não eram mais as mesmas, nada voltaria a ser como antes, mudanças acontecendo.

E se pedissem para desenhar algo relacionado a minha vida hoje, eu faria um bonequinho de cabeça para baixo.

Por quê? Porque não sou mais a mesma pessoa que escreveu o post abaixo meses atrás. Tal como em uma revolução rápida e violenta, em uma semana repensei muito a minha vida e o meu modo de agir. Aliás, minha recepção a certas notícias me surpreendeu. E quando isto acontece, significa que alguma coisa mudou. E mudou para valer.

Faculdade muda a cabeça das pessoas. Mas para quem já passou dois anos em uma, desta vez as coisas foram rápido demais. Existe uma monte de sentimentos e ações querendo sair daqui de dentro, querendo explodir. E eu tenho que contê-los, controlá-los, mantê-los numa sala com paredes de concreto reforçadas e cobertas com chumbo.

Caso eu me descontrole, uma reação em cadeia de conseqüências imprevisíveis acontecerá. E nem quero saber quais serão os resultados.

Porém, nessa reflexão toda descobri uma coisa: sei exatamente como é o "lado negro da minha força" e seria muito bom deixá-lo quietinho.

terça-feira, junho 06, 2006

De futebol...



E o grande time se prepara para adentrar o relvaldo e dar um espetáculo!!!

A cara destes meninos na foto está hilária!!!

Falando sério, esta é uma parte da minha turma de faculdade. A foto foi tirada no dia do jogo contra os calouros de Direito. Ganhamos o jogo nos pênaltis.

Detalhe para a pose gay do Paulo, para a cara de "eu sou mau" do Franga e o jeito de "que orgulho desse time!" do Fabrício

quinta-feira, junho 01, 2006

Reminiscências

Faz mais ou menos dez anos que fui ao CCBB pela primeira vez. Eu devia ter uns treze anos, estava de férias. Lembro que fui à loja da Mesbla (caramba, ainda existia a Mesbla!) no passeio, comi pela primeira vez num rodízio de massas (o restaurante é na Rua Primeiro de Março, existe até hoje) e, depois do almoço, meu pai resolveu levar a gente (minha irmã estava junto) lá. Fiquei impressionada com aquela cúpula do hall, todo aquele mármore. E gostei do lugar. Fatos importantes para mim aconteceram ali, desde a primeira ves que fui ao Anima Mundi até o primeiro encontro com o pessoal da Toca-RJ. Resolvi dar uma passadinha por lá hoje; para mim, o lugar ainda não perdeu o encanto. Sério, sou apaixonada por aquilo ali! Recomendo a exposição sobre a arte cubana do século XX, excelente.

Essa história de "dez anos atrás eu estava..." me recordou de outra coisa. Aula de Antropologia I hoje, discussão sobre Levi-Strauss e os estruturalistas. No fim da aula, a Gláucia - nossa professora - resolve fazer uma pesquisa sobre casamento. Perguntas do tipo, "quem pretende casar", "quem faria de tudo para manter um relacionamento", "quem casaria com convicção de que seria para sempre" e "quem teria um relacionamento do tipo aberto". Pela amostragem, deu para perceber que nós somos um bando de gente certinha. A maioria, pelo menos.

Para que falei isso tudo? Por um motivo: isso me lembra que estou sozinha. Com quase 24 anos e sozinha. Na faculdade; sozinha. Vendo um monte de gente, inclusive mais nova do que eu, com alguém; enquanto eu estou sozinha. Apaixonada platonicamente, como há dez anos atrás. E há dez anos atrás, usei peça de roupa cor-de-rosa para ver se desencalhava. E nada, e nada de me arranjar. Foi como disse para a Carla hoje: "sempre tem um chinelo velho para um pé cansado, mas até agora não encontrei um do meu número". E há dez anos, eu era apaixonada pelo Marco Aurélio. Putz, o Marco Aurélio! Poxa, um dos caras que mais fazia zona na 701! E eu gostava dele! Quando lembro disso, dou risasda. Pelo menos, tive uma certa importância na vida do moço: digamos que dei uma forcinha na mudança de gosto usical do menino.

"Careful what you wish, careful what you say", já dizia o Metallica na letra de King Nothing. Lançada há dez anos atrás, caramba! E há dez anos atrás, eu dizia que só namoraria depois da faculdade. Faculdade era algo longe para uma mocinha de 13 anos, muito longe. E pago com a solterice as palavras e o desejo de 10 anos atrás.

Mas finalmente tenho uma turma com um time de futebol descente! Bem diferente de dez anos atrás.

sábado, abril 29, 2006

Várias coisas em um único post

Completamente destruída. Cansada pra caramba. Doida para dormir.

Mas feliz. Muito feliz. E percebi que, realmente, valeu a pena.

Comecei a faculdade na semana passada. Aquele campus do Gragoatá é lindo demais! Amei as pessoas que conheci, no caso, minha turma. E tenho aula com, pelo menos, três bons professores.

Vi "Crash - No Limite" na última quarta feira. Excelente filme! Oscar merecido! E eu chorei no fim do filme.

Credo! Estou sem criatividade para escrever aqui. E olha que tenho muita coisa para falar.

No mais....eeeeeh....né?*

*Em homenagem a Carmem Felgueira, professora de Sociologia I.

domingo, abril 09, 2006

Nerdice da hora

Olha só o resultado do teste que fiz:



Ele não é o máximo?


Em tempo: agora sei como se sente um ator quando o diretor repete a mesma cena zilhões de vezes; cansado.
E hoje é o último ensaio. A encenação da Via Sacra tem que sair PERFEITA igual ao ano passado.

Em tempo II, a missão: a calourda que estudará comigo na UFF é demais!

quinta-feira, abril 06, 2006

E os aplausos vão para...

...o Rio de Janeiro, apesar dos problemas.

...o cara que inventou o sorvete de pistache.

...Giovanni Boccaccio, por escrever um livro excelente, o Decamerão.

...o primeiro sujeito que colocou num liquidificador e bateu mate, um pouco de suco de limão, açúcar e gelo; fazendo uma bebida refrescante e deliciosa!

...minha mãe, por saber cozinhar muito bem.

...a Ariana, minha vizinha, por ser mamãe pela primeira vez.

...as pessoas que sabem cantar, tocar algum instrumento musical, escrever poesia e desenhar bem.

...todos os bons sentimentos do mundo.

...a felicidade que toma conta da gente quando estamos apaixonados.

...as pessoas que lutam por um mundo melhor.

sábado, março 25, 2006

Compreendendo...

Mais do Mesmo
(Legião Urbana)

Ei, menino branco, o que é que você faz aqui?
Subindo morro pra tentar se divertir
Mas já disse que não tem
E você ainda quer mais
Por que você não me deixa em paz?
Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim
E agora você quer que eu fique assim igual a você
É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui
Quem vai tomar conta dos doentes?
E quando tem chacina de adolescentes
Como é que você se sente?
Em vez de luz, tem tiroteio no fim do túnel
Sempre mais do mesmo
Não era isso que você queria ouvir?
Bondade sua me explicar com tanta determinação
Exatamente o que eu sinto, como penso e como sou
Eu realmente não sabia que eu pensava assim
E agora você quer um retrato do país
Mas queimaram o filme
E enquanto isso, na enfermaria
Todos os doentes estão cantando sucessos populares
(e todos os índios foram mortos)


Nossa, faz um mês e pouquinho que não escrevo aqui! Escreveria um post meio idiota, mas certas circunstâncias mudaram o rumo dos fatos.

Existem coisas as quais compreendemos um certo tempo depois. Dez anos, para ser precisa. A música acima pertence a um disco adquirido há dez anos atrás. Não gostava desta música, achava-a caída e que encerrava um disco legal com "chave de lata".

Tempo vai, tempo vem e finalmente consigo compreender o texto. Fala sobre um problema atualíssimo: a molecada que, sem perspectiva de vida melhor, passa a praticar crimes.

Pensei na vida dessa garotada ao assistir o documentário "Falcão - Filhos do Tráfico" e após uma boa conversa com a Cassi e o "Tio" Douglas. (o assunto da conversa foi mais pessoal, não cabe uma discussão aqui, mas tem a ver com o que pretendo tratar).

Falta total das instituições (família, escola e Estado) dá nisso. O garoto perde toda referência do que é ter uma vida digna, vê gente ganhando dinheiro com coisas ilegais e decide: vou virar bandido, assim posso dar uma casa descente para a minha família.

A solução é tão simples - basta dar ao povo muito mais condições dignas de sobrevivência - que o governo não faz. É mais fácil deixar o povo na ignorância do que dar um mínimo de sobrevivência decente. Ora, assim é mais fácil para eles virarem massa de manobra.

Falando de coisas alegres: sobrevivi ao show dos Rolling Stones e conto os dias para o início das aulas na UFF.